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EUGÊNIO O'NEILL
(1888-1953)



Eugene Gladstone O'Neill nasceu em Nova York em 16 de outubro de 1888. Filho de um popular ator teatral, passou a infância nos bastidores do teatro e em meio a graves conflitos familiares que marcariam sua obra a fundo. Estudou em internatos e freqüentou a Universidade de Princeton entre 1906 e 1907. Trocou os

estudos por uma vida de aventuras, quase sempre como marinheiro pelos portos do Atlântico. Esse período, que ele chamava de "experiência de vida", durou cinco anos e deixou sua saúde seriamente debilitada. Aos 23 anos tentou o suicídio. Em 1914, depois de meses num sanatório para tuberculosos, decidiu dedicar-se à literatura e ingressou na Universidade de Harvard para estudar arte dramática. Com uma vigorosa concepção dramática com raízes na tragédia grega, O'Neill conseguiu dar ao teatro americano o mesmo prestígio mundial que já tinham alcançado a poesia e o romance de seu país. Uma companhia amadora de Nova York encenou suas primeiras peças, entre elas Bound East for Cardiff (1916; Para leste, rumo a Cardiff) e as chamadas sea plays, as peças marítimas, em um ato. As peças dessa época já traziam o fatalismo que seria uma constante em sua obra. O'Neill levava para o palco o submundo de aventureiros, marujos e negros, com uma visão ao mesmo tempo realista e romântica. O realismo trágico de Beyond the Horizon (Além do horizonte), montada em 1920, impressionou o público e a crítica, e valeu ao autor o primeiro dos quatro prêmios Pulitzer que conquistou. Características semelhantes tiveram The Emperor Jones (1920; O imperador Jones) e Anna Christie (1921). Desire Under the Elms (1924; Desejo sob os olmos) é uma tragédia antipuritana, sobre a paixão do filho pela segunda mulher do pai dominador. A influência da psicanálise na obra de O'Neill se revela pela primeira vez em Strange Interlude (1928; Estranho interlúdio), que investiga a natureza da mulher, como filha, esposa e amante. Na trilogia Mourning Becomes Electra (1931; Electra fica bem de luto), o dramaturgo se inspira na Oréstia, de Ésquilo. O enredo é transferido para a guerra de secessão e o tratamento do tema é essencialmente freudiano. A única comédia de O'Neill é Ah, Wilderness! (1933; Ah, solidão!), sobre a vida e os amores de um casal jovem numa cidadezinha. Na década de 1930 O'Neill já era um dos autores mais representados no mundo. Em 1936 ele se tornou o primeiro dramaturgo nascido nos Estados Unidos a ganhar o Prêmio Nobel de literatura. Em 1939 O'Neill escreve sua peça mais complexa, só levada à cena sete anos depois: The Iceman Cometh (A vinda do homem do gelo). Carregada de simbolismo, narra a morte de um homem mediante a perda das ilusões. Sua concepção trágica da existência reaparece em Long Day's Journey into Night (Longa jornada noite adentro), escrita entre 1939 e 1941. Claramente autobiográfica, traça a desintegração não só de um indivíduo, mas de toda uma família. Premiada com o Pulitzer, a peça foi encenada em 1956, três anos depois da morte de O'Neill, ocorrida em Boston em 27 de novembro de 1953. Trechos extraídos da Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Dele o Teatro de Amadores de Pernambuco encenou "ANN CHRISTIE", com tradução de Bejamim Lima, tendo como Diretor Valdemar de Oliveira, subindo à cena no dia 18 de maio de 1955, no Teatro de Santa Isabel.