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ODUVALDO VIANA
(1892-1972)


Oduvaldo Viana, conhecido como Vianinha, dramaturgo, radialista e cineasta brasileiro, nasceu em S. Paulo em 27 de fevereiro de 1892. Aos dez anos de idade redigiu, com Afonso Schmidt, um jornalzinho literário, o Zig-Zag, e deixou os cursos de farmácia e odontologia pelo teatro.

Estreou com a opereta "Amor de bandido" (1915), e em 1917 recebeu o prêmio do "Imparcial" com a comédia "Amigos da infância". Apoiado por Leopoldo Fróis e outros atores, em 1921 lançou um movimento em favor de um teatro brasileiro de expressão nacional. Em 1922 fundou companhia teatral própria. Em 1935 passou a fazer cinema, ao dirigir Vicente Celestino e Gilda de Abreu em "Bonequinha de seda", grande sucesso de bilheteria. Foi diretor da Companhia Brasileira de Comédias e da Escola Dramática do Rio de Janeiro. A partir da década de 1940 produziu novelas radiofônicas, entre elas "Renúncia". Em 1942 assumiu a direção da rádio Pan-Americana. Entre suas principais obras, destacam-se "Amor" (1933), "Feitiço" (1938) e "Manhãs de sol" (1941). No campo do Teatro escreveu diversos originais entre eles: "Vendedor de Ilusões", "Canção da felicidade", "Amor" (seu maior sucesso), "Feitiço", e outras. Sua maior contribuição, entretanto, foi no campo da radionovela onde deixou mais de 100 originais. Oduvaldo Viana morreu no Rio de Janeiro RJ em 30 de maio de 1972.

O Teatro de Amadores de Pernambuco de sua autoria encenou "Canção da Felicidade", estreando no dia 10 de novembro de 1942, com direção de Valdemar de Oliveira, peça que se constituiu no primeiro original brasileiro a ser encenado pelo TAP