Armadilha para um homem só

Armadilha para um homem só

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ROBERT THOMAS



Robert Thomas é considerado, nos meios teatrais da França, "um autor feliz". Começando como ator em 1946 fez, em 1950, uma dublagem de Cristtian Duvaleix, na peça "Il faut marier maman". Tendo Duvaleix adoecido, Robert Thomas foi chamado para substituí-lo. Assim o seu nome começou a espalhar-se como ator dramático, embora a essa época já





Espaço reservado
a sua fotografia

houvesse escrito vários originais, que não chegaram a ser encenados. Minha sorte - disse ele - foi que algumas das minhas primeiras peças nem sequer foram recebidas pelos diretores de Companhias. O seu primeiro êxito foi com "Armadilha para um homem só", entregue a direção dos Bouffes-Parisiens, isso em 1960, quando andavam à procura de um bom original de teatro. Um mês depois, a peça subiu à cena. O sucesso foi absoluto, Hitchcock adquiriu os direitos de filmagem para a Fox, numerosas traduções foram feitas e as representações somaram centenas no mundo inteiro. Veio em seguida, "Madame traço de união", criada em 1959, em Nice, por Monique Rolland, atriz que um ano antes montara "Oito mulheres". Robert Thomas afirma: "Eu ouço sempre com muita atenção e aproveito as críticas que me fazem os amigos aos quais confio os meus manuscritos". Mesmo "Oito mulheres" depois de ter sido encenada em Nice, foi consideravelmente refundida para o seu lançamento em Paris no Teatro Eduardo VII, em 1961.

No Brasil, os direitos de tradução e encenação foram adquiridos por Luiz de Lima, cabendo o lançamento a um Grupo de grandes atrizes do Teatro Nacional, entre elas Dulcina de Moraes, Diretora, Iracema de Alencar, Suelly França, Maria Sampaio, Maria Fernanda, Margarida Rey. Em seguida, "Oito mulheres", sempre dirigida por Dulcina (papel de Gaby) foi encenada em Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. (Encarte no programa de "Oito mulheres".

De sua autoria, o Teatro de Amadores de Pernambuco encenou "Armadilha para um homem só", numa tradução de Luiz de Lima, com direção de Walter de Oliveira, estreando no Teatro de Santa Isabel no dia 4 de abril de 1963. Ainda, de sua autoria, o TAP encenou "Oito mulheres", com direção de Waldemar de Oliveira, tradução de Luiz de Lima. Foi encenada, primeiramente, no Auditório do Colégio das Damas da Instrução Cristã, no Recife.