Terra Adorada

Um século de glólria

Sangue Velho

TAP, ano 25

Ontem, hoje e amanhã

Terra @dorada (adaptação, Fernando de Oliveira)

Bob Bobete (adaptação, Fernando de Oliveira)

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VALDEMAR DE OLIVEIRA
(1900-1977)


Valdemar de Oliveira é o seu nome completo. Nasceu no Recife, no dia 2 de maio de 1900, na rua da Imperatriz. Estudou no Colégio Prytaneu, de sua tia Clotilde de Oliveira, onde viveu toda a sua meninice e juventude, até o desaparecimento. Freqüentou o Ginásio Pernambucano, Instituto Ayres Gama e o Colégio Salesiano. Médico, pela Faculdade de Medicina da Bahia, em

1922 e bacharel em Direito pela Faculdade do Recife, em 1929. Foi catedrático da Faculdade de Medicina de Pernambuco, da Faculdade de Filosofia e da Faculdade de Ciência Médicas de Pernambuco onde foi um dos fundadores. Foi jornalista e cronista de Arte, fazendo do Jornal sua principal trincheira em defesa e luta pela Cultura de sua terra. Sua vida jornalística começou aos 18 anos no Jornal do Recife passando depois pelos principais Jornais da cidade. Foi da Academia Pernambucana de Letras, da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais - SBAT, fundador da Sociedade de Cultura Musical, e idealizador e criador de sua maior obra o Teatro de Amadores de Pernambuco. Entre tantas atividades como professor, jornalista, diretor do Teatro de Santa Isabel, autor, tradutor, escritor, acadêmico, Valdemar de Oliveira foi um homem voltado ao Teatro. Sua paixão pela música e pelo Teatro o encaminhou a escrever, algumas em parceria de seu grande amigo Samuel Campelo, 7 operetas que percorreram o Brasil na voz de Vicente Celestino e Gilda de Abreu. Entre elas "Berenice", "Madrinha dos Cadetes", "Ninho Azul", "Aves de arribação" que no Sul tomou o nome de "Alma Brasileira", "Rosa Vermelha", "Lindamor" e "Bob & Bebete". Durante essa fase, nas décadas de 20 e 30, escreveu inúmeras peças destacando-se entre elas: "Tem que casar, casa", "Candidata a constituinte". "Tão fácil a felicidade", "Uma família do barulho", "Onde vais, coração" que lançou ao Brasil a figura extraordinária de Eva Todor, "Zé Mariano", "Mocambo", "Jesus", montando espetáculos, envolvendo a sociedade do Recife, como foi o caso de "Noite de Estrelas". Em 1939 se dedicar ao Teatro Infantil e montou 3 "operetas infantis", "A princesa Rosalinda", "Terra Adorada " e " Em marcha Brasil". Em 1941, funda o Teatro de Amadores de Pernambuco e passa a ser o principal diretor de cena. Nos seus 36 anos à frente do Teatro de Amadores de Pernambuco, até o seu desaparecimento em 1977, dirigiu 49 peças (ver Diretores). Escreveu "Um século de Glória" em comemoração aos 100 anos do Teatro de Santa Isabel, dirigindo um elenco de mais de 100 personagens, aglutinando todos os Grupos de teatro do Recife, como uma produção do Teatro de Amadores de Pernambuco. Em parceria com Aristóteles Soares escreve "Sangue Velho". Toda uma vida dedicada ao Teatro, não importando tantos e quantos os obstáculos, que se interpunham em sua caminhada. Era consciente da importância do Teatro na cultura de um povo. "A arte teatral deve ser colocada em plano superiro, não só considerada simples deleite espiritual mas também, fator de educação e cultura". Faleceu, na cidade que sempre amou, em 18 de abril de 1977.

De sua autoria o Teatro de Amadores de Pernambuco encena "UM SÉCULO DE GLÓRIA"- Montagem de diversos textos de peças e acontecimentos ocorridos no Teatro de Santa Izabel, sob a responsabilidade do TAP e participação de todos os Grupos de Teatro do Recife em comemoração aos 100 anos do Teatro de Santa Isabel. Também dele o Teatro de Amadores de Pernambuco levou: "SANGUE VELHO", em parceria com Aristóteles Soares, "TERRA ADORADA", “TAP, ano 25” - "O MUNDO SUBMERSO EM LUZ E SOM", "ONTEM, HOJE E AMANHÃ" e inspirou e orientou seus filhos a levar a cena "FREVO CAPOEIRA E PASSO" baseado em livro de sua autoria. A opereta "BOB BOBETE", volta à cena, desta vez adaptada pelo filho Fernando de Oliveira, e levada à cena no dia 1 de setembro de 1997 com direção de Reinaldo de Oliveira no Teatro Valdemar de Oliveira, tendo na direção Musical o Maestro Clovis Pereira. Em 24 de novembro de 1999 seu infantil Terra Adorada, recebe nova roupagem, e passa a ser "Terra @dorada", numa nova versão e adaptação do seu filho Fernando de Oliveira. A direção cênica é entregue a Luciana Lyra e Ricardo Mourão, que, em cenários de Victor Moreira, reuniu o maior elenco já formado na vida do TAP, representado por 104 crianças que, pela primeira vez colocam seus pés, num palco de um Teatro.