Hermilo Borba Filho,
assim se manifestou em"A Folhinha", jornal que circulou muitos anos no Recife, no dia 17 de março de 1948: "Foi o próprio Adacto Filho que me contou de um ator profissional que se havia recusado a trabalhar sob suas ordens, sob o comando de um amador. Por isso fico satisfeito por ver que o 'Amador' Adacto Filho veio ensaiar os 'Amadores' de Pernambuco. Consideramos o Teatro de Amadores, dentro do seu programa, uma das mais sérias organizações teatrais do País. Por isso ficamos satisfeitos, alegres, por verificarmos que o Sr. Waldemar de Oliveira, querendo e podendo já agora, financeiramente, fugir do autodidatismo, trouxe ao Recife um dos mais sérios e competentes diretores de cena, como é o caso do Sr. Adacto Filho. Com isso lucra todo o mundo. O conjunto, por aprender coisas novas. O público, o maior beneficiado, vendo teatro do bom. Pernambuco, por ter engrandecido a sua cultura no que se refere a arte dramática. E o próprio ensaiador, porque raramente ele terá oportunidade, mesmo na capital do país, de lidar com atores tão experimentados como os do Teatro de Amadores".

Valdemar de Oliveira, procurando expressar o enorme aproveitamento que o elenco e principalmente ele próprio assimilara, durante os 3 meses que Adacto Filho passou entre nós, tece considerações acerca do que ele considerou, como verdadeiras lições, esse período em que o Teatro de Amadores de Pernambuco viveu com a presença, no Recife, desse bom homem de teatro que foi Adacto Filho. Aqui encenou 5 peças com o TAP e deixou marca também no Teatro Universitário de Pernambuco encenando "As férias de Apolo" de Jean Berthet. Como diretor da peça “Planície” assim se manifesta: "sua atuação em Planície foi além da expectativa, porque, mais afeito, ao que se dizia no Rio, às peças de fantasia, leves ingênuas, poéticas, ele revelou uma forte capacidade dramática e um conhecimento profundo das paixões." Em outro artigo Valdemar de Oliveira tece considerações à direção de Adacto Filho: "Em "Escola de maridos" nos deu a melhor medida do seu valor como diretor de cena. Ele soube transmitir a todos nós, que durante sete anos jamais enfrentamos uma peça clássica, vivida à época, tudo que era preciso para que o Molière da "Escola de Maridos" subisse à cena pela primeira vez no Recife, dentro da tradicional dignidade artística dos Amadores." Em sua volta ao Rio de Janeiro assim se expressou Adacto Filho. "O Teatro de Amadores de Pernambuco é uma esplendida realidade e não minto dizendo que possui um elenco dos mais experimentados atores e atrizes que tenho visto...Os resultados obtidos foram os mais satisfatórios e sou muito grato a platéia de Recife, pela boa vontade com que me acolheu".

Com sua direção o Teatro de Amadores de Pernambuco levou à cena:

"PLANÍCIE",
de Angel Guimerá, estreando a 3 de abril de 1948, Teatro Santa Isabel.
"ESCOLA DE MARIDOS",
de Molière, estreando a 6 de maio de 1948, no Teatro de Santa Isabel.
"O HOMEM DA FLOR NA BOCA",
de Luigi Pirandello, estreando no dia 26 de maio de 1948, no Teatro de Santa Isabel.
"O AZARENTO",
de Luigi Pirandello, estreando no dia 26 de maio de 1948, no Teatro de Santa Isabel.
"AS LARANJAS DA SICÍLIA",
de Luigi Pirandello, estreando no dia 26 de maio de 1948, no Teatro de Santa Isabel.


As peças de Pirandello foram traduzidas pelo próprio Adacto Filho
ADACTO FILHO

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