O mais moço dos Oliveira. Foi, podemos afirmar, o braço direito de Valdemar de Oliveira, em todos os empreendimentos do Teatro de Amadores de Pernambuco. Durante a construção do "Nosso Teatro" foi um uma espécie de "mestre de obra", a tudo providenciando, comprando, ajudando os operários. Valdemar de Oliveira sempre dizia, a titulo de brincadeira: "Devemos muito a Alfredo e, por isso mesmo, devemos muito". A verdade é que sem ele muita coisa deixaria de ter sido feita. Como ator veio do tempo do Grupo Gente Nossa, quando participava ativamente das peças e das operetas que dominavam a década de 20 e 30. Advogado, foi secretario de Educação da Prefeitura do Recife, foi diretor do Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, fundou o Teatro de Arena e o Teatro de Brinquedo, grupo infantil. Sob sua direção, inúmeros espetáculos foram produzidos. Constantemente era convidado a ensaiar Grupos em Maceió, Natal, João Pessoa e Campina Grande. De uma versatilidade enorme, de um poder de comunicação incrível, aonde chegava dominava o ambiente. Marcou, como poucos, a sua passagem no Teatro de Amadores de Pernambuco e na própria cidade do Recife.

Com sua direção o Teatro de Amadores de Pernambuco levou à cena:

"ASSASSINATO A DOMICÍLIO",
de Frederick Knott, com tradução de R. Magalhães Júnior, subiu à cena no Teatro de Santa Isabel, no dia 17 de abril de 1960.

"ODORICO, O BEM AMADO",
de Alfredo Dias Gomes, encenada no Teatro de Santa Isabel no dia 30 de abril de 1969.

Alfredo de Oliveira

<< Anteiror Início Próximo >>

Odorico, O Bem Amado

Assassinato a Domicílio