Ensaiador Italiano, que antes de fazer teatro no Brasil, dedicou-se ao cinema e ao Teatro da Europa, trabalhando como assistente de nomes famosos na cinematografia mundial. Em terras brasileiras conseguiu dirigir um bom filme Nacional quanto à sua forma: "Na senda do crime". Dirigiu no Rio de Janeiro a peça de Bernanos, "Diálogo das Carmelitas", com grande sucesso. Chegou ao Recife, no dia 20 de julho de 1955, contratado pelo TAP e veio para dirigir "VESTIDO DE NOIVA", de Nelson Rodrigues. Os ensaios foram em sua maioria feitos no "barracão" de madeira do Teatro Almare. Criou marcas maravilhosas num cenário, de autoria de Aluísio Magalhães, cenário este que, no dizer de Valdemar de Oliveira, foi a dor de cabeça do diretor da peça. O espetáculo foi um dos mais caros levados pelo Teatro de Amadores. . No dia da estréia Valdemar de Oliveira assim se expressou: "Quase todas as reservas, longamente amealhadas, do TAP, escoaram-se pelo sumidouro dessa aventura artística, num gasto de milhares de cruzeiros em trajes, e pano, em lâmpadas, em mão de obra para que pudéssemos oferecer um espetáculo à altura dos créditos do Teatro de Amadores de Pernambuco." Flamínio Bolline contou com auxiliares, de grande experiência, como Alfredo de Oliveira, na contra-regra; Reinaldo de Oliveira, no som e na luz. Exigente, na "qualidade de condutor de espetáculos o seu cuidado direcional vai além da própria frase para se preocupar com a valorização máxima de cada palavra", escreve Isac Gondim Filho.

Com sua direção o Teatro de Amadores de Pernambuco levou à cena:

"VESTIDO DE NOIVA",
de Nelson Rodrigues, subiu à cena no Teatro de Santa Isabel no dia 15 de outubro de 1955.

Flamínio Bollini Cerri

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