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Aristóteles Soares já era autor conhecido e tinha seus trabalhos divulgados em muitos palcos. "Cana Brava", "A trovoada" são exemplos considerados pelo teatrólogo Hermilo Borba Filho como "peças vigorosas e de boa composição literária". Homem conhecedor do interior do estado de Pernambuco, radicado muitos anos na cidade de Catende, Zona da Mata, distante do meio teatral do Recife, conseguiu, pelas observações junto ao seu povo, produzir um texto de grande força teatral. "Sangue Velho" recebeu de Valdemar de Oliveira um tratamento especial, que lhe deu a condição de parceiro nessa obra, embora não tenha sido esta a intenção quando se prontificou a dar a sua colaboração.
A estréia da peça foi um acontecimento social e artístico. "Uma festa galante no nosso 'Santa Isabel' que se iluminou em clarões de "féerie", em graças de palácio aberto à corte. O chão atapetado de folhas de canela, como em dia de núpcias. O ar aromatizado de perfumes, qual noite de gala.(...) O Rádio Jornal do Commercio colhendo as impressões dos que enchiam o hall e galerias. E um lindo espetáculo excedendo a todas as expectativas." Assinala a cronista Isnar de Moura
A peça se pauta no tema do luta por um pedaço de terra no sertão Nordestino. Com ela todos os conflitos de violência, de ódio, de desespero são trazidos ao palco deixando o espectador preso ao entrecho da peça. No Rio de Janeiro mereceu da crítica carioca maiores elogios

ELENCO:


Otávio da Rosa Borges Homem
Margarida Cardoso Mulher
Carlos Eduardo Santos Menino
Walter de Oliveira Rapaz
Reinaldo de Oliveira Capanga
Alderico Costa Marido
Diná de Oliveira Mulher
Geninha Sá da Rosa Borges Filha
Clovis de Almeida Filho
José Maria Marques Noivo
Adhelmar de Oliveira Fazendeiro
Paulo Alcântara Filho do Fazendeiro
Alfredo de Oliveira Filho do Fazendeiro
Valdemar de Oliveira Tio Velho



FICHA TÉCNICA
Cenário: Mario Nunes
Maquinista: Alceu Domingues Estevão
Sonoplastia: Reinaldo de Oliveira
Contra regra: Francisco Miranda
Eletricista: Aníbal Mota
Produção: Teatro de Amadores de Pernambuco



CRÍTICAS E COMENTÁRIOS:

"É obra de valia, pelo conteúdo e espírito, pela urdidura e áspero sabor dramático a peça de Valdemar e Aristótles. Figura em lugar destacado, entre as várias peças de mérito real, criadora de um teatro nosso, genuinamente brasileiro."
Mário Nunes - Jornal do Brasil


"A trama dos dois atos é forte e bem urdida; os personagens verídicos e otimamente desenhados; as falas, apropriadas e expressivas"
Brutos Pedreira - Manchete


Comemorando os 11 anos de atividade.


Notas:

Foi levada à cena, pela quarta vez,
no Santa Isabel, em 29 de novembro de 1952.
Alfredo de Oliveira foi substituído por
Sebastião Vasconcelos ( Paulo Alcântara.)
Foi levada à cena no Teatro Regina ( Teatro Dulcina )
no Rio de Janeiro, numa temporada
em 29 Janeiro de 1953, com o mesmo elenco,
sob os auspícios do Serviço Nacional de Teatro.

Direção: Valdemar de Oliveira
Estréia: 4 de Abril de 1952
Local: Teatro de Santa Isabel
Walter, Carlos e Reinaldo
Walter, Carlos e Reinaldo
Adhelmar, Clovis Almeida, Diná, Valdemar e Alderico
Margarida Cardoso e Otávio
Alderico, Geninha e Diná
Valdemar e Geninha
Sangue Velho
De: Aristóteles Soares e Valdemar de Oliveira