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"O autor poderia ter situado o assunto desta peça pela na antiguidade romana, na Espanha de Fellipe II, na França da Ocupação, etc. Aliás, hesitou bastante. O que o fez decidir-se pela época da Independência sul-amaricana foi, simplesmente, o fato de que certos trabalhos sobre a história das jovens repúblicas latinas, realizados paralelamente, já o mantinham na atmosfera.
Não se deve, por causa disso, considerar todos os fatos agrupados em torno do assunto principal como rigorosamente conformes à verdade histórica, . O autor preocupou-se menos em respeitar essa verdade histórica do que em tornar perceptível o que permanece autêntica é a selvageria espanhola. Lembremos, por exemplo, que o verdadeiro Molres se comprazia em fazer esquartejar seus prisioneiros; que Antonanzas se reservava o prazer de estripar mulheres grávidas e costumava enviar aos amigos cixas cheias de mãos decepadas. Que o autêntico Zuazola brincava de furar os olhos dos inimigos com lancetas e que o monte Eusébio de Coronil preconizava o extermínio de todos os venezuelanos que tivessem mais de sete anos.
"os carrascos de profissão já não bastavam", escreve Michel Vaucaire, historiador de Bolívar. "Cometiam-se tais atrocidades que alguns espanhóis do próprio círculo de Monteverde se sentiam revoltados. Mas era preciso punir os rebeldes e afastar da revolução um povo inteiro."
Essas crueldades, esses massacres, não pertencem especificamente à época boliviana, pois há séculos que por toda a face do globo a mesma dor faz urras o shomens - nas cruzes onde ogonizam os últimos companheiros de Espartaco, nos cavaletes dos Inquisidores do século negro ou nas modernas oficinas de tortura. Compreende-se que o autor pediu emprestado à História apenas um pretexto, um cenário, um colorido..
Emmanuel Robles



ELENCO:


Antônio Brito Antonanzas
Otávio da Rosa Borges Morales
Adhelmar de Oliveira Izquierzo
José Maria Marques Padre Coronil
Alderico Costa Montserrat
Reinaldo de Oliveira Salas Ina
Walter de Oliveira Arnaldo Lujan
Paulo Alcântara (Sebastião Vasconcelos) Juan Salcêdo
Alfredo de Oliveira Ricardo
Geninha Sá da Rosa Borges A mãe
Tereza Farias Guye Helena



FICHA TÉCNICA
Cenário: Santa Rosa
Maquinista:Alceu Domingues Esteves/ Aluísio Pereira de Santana
Eletricista: Aníbal Mota
Produção: Teatro de Amadores de Pernambuco

Em outubro de 1953 realizou uma temporada popular.

Tradução: Mirael Silveira
Direção: Graça Melo
Estréia: 18 de junho de 1953
Local: Teatro de Santa Isabel

Reinaldo e Adhelmar
José Maria, Adhelmar e Walter
Alfredo, Alderico e Tereza
Adhelmar de Oliveira
Massacre
De: Emmanuel Roblês