<<anterior início próxima>>

Escrita em 1917, trás um Pirandello a "brincar com o público, fazendo-o confundir-se através da trama bem urdida da peça, e rindo, gargalhando, através de Laudisi - o personagem "raisonneur" - que é o seu porta-voz." Assim procura Andrade Lima Filho explicar a graça e todo o humor desse admirável Pirandello. Valdemar de Oliveira em seu "A propósito" comenta o que será a peça: "Poderá parecer, à primeira vista, uma história destinada a fazer rir - e é bom que o Teatro de Amadores saiba alternar as peças do seu repertório, entre os limites extremos da lágrima e do riso, pelo menos para que o público se dê conta das possibilidades histriônicas do seu elenco. Mas, se nos aprofundarmos um pouco na peça, veremos tratar-se de profundo sentido filosófico"

ELENCO:

Ceci Cantinho Lôbo Amália
Janice Cantinho Lôbo Dina
Valdemar de Oliveira Laudisi
Alfredo de Oliveira Criado
Geninha Sá da Rosa Borges Sra. Sirelli
Reinaldo de Oliveira Sr. Sirelli
Vicentina Freitas do Amaral Sra. Cini
Adhelmar de Oliveira Agazzi
Diná de Oliveira Sra. Frola
Otávio da Rosa Borges Sr. Ponza
Maria do Carmo Regueira Costa Xavier Sra. Neni
José Maria Marques Centuri
Antônio Brito Prefeito
Teresa Farias Guye Sra. Ponza



FICHA TÉCNICA
Cenário: Graça Melo
Maquinista:Alceu Domingues Esteves / Aluísio Pereira de Santana
Eletricista: Aníbal Mota
Produção: Teatro de Amadores de Pernambuco

CRÍTICAS E COMENTÁRIOS

"...O público compreendeu que existia algo de mais sério, o que foi aceito sem irritação pelo próprio clima em que se desenrola a ação. Um tormento seria se tudo aquilo fosse tratado de maneira mais sóbria, sem aquela leveza que caracterizou a interpretação do Diretor. Enfim, nas suas intenções, na sua montagem, na sua movimentação, no seu equilíbrio. "A verdade de cada um", em Graça Melo, o seu ponto mais alto.
Hermilo Borba Filho

"Ressaltamos ainda a linha geral interpretativa dada ao espetáculo por Graça Melo, não somente ao seu trabalho no que se refere à delineação característica das personagens ou à marcação de cena, mas, sobretudo ao 'clima' em que soube situar o espetáculo tirando grande rendimento da peça, sem entretanto adulterar-lhe o espírito básico. Certos achados seus sap de grande resultado cênico: o efeito da porta abrir-se e ouvir-se o vozerio da sala ao lado, as discussões acaloradas que sublinham os finais de ato."
Isaac Gondim Filho

 

Tradução: Miroel da Silveira
Direção: Graça Melo
Estréia: 23 de julho de 1953
Local: Teatro de Santa Isabel

A Verdade de Cada Um
De: Luigi Pirandello