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ELENCO:

Reinaldo de Oliveira Casmurro
Janice Cantinho Lôbo de Oliveira Maria
Vicentina Freitas do Amaral Vicência
Antônio Brito Mariano
Alfredo de Oliveira Guarda
Herci Lapa de Oliveira Isolada
Geninha Sá da Rosa Borges Diretora
Pedro Olinda Bozo




CRÍTICAS E COMENTÁRIOS

"O espetáculo do TAP tem ainda em seu favor o fato de nele ser incluído um autor brasileiro, Graça Melo. O público deve prestigiar a nova iniciativa dos Teatro de Amadores de Pernambuco, o que tem sempre feito, aliais. Se há aqui um conjunto que pode se orgulhar de ter o seu público, o Teatro de Amadores, é este. Contudo, com dezesseis anos de atividade, se não me engano, cimentou aos poucos seu prestígio e convenceu a classe burguesa de que o Teatro não era necessariamente atividade de excomungado e "fora da lei". Esta foi e é a obra de nosso conjunto maior, mais estável e mais trabalhador. E o prestígio que o público lhe dá é uma justa recompensa disso.
Ariano Suassuna
no Diário de Pernambuco em 13/10/1957

"O CASMURRO", a comédia de Graça Melo é uma agradabilíssima surpresa e ele próprio, o autor, como diretor, se revela surpreendente em todos os momentos. "O CASMURRO" é uma peça brasileira no bom sentido. Como invenção, como complexo de achados cômicos, ainda como exemplo de ritmo e vivacidade, a peça de Graça Melo pode ser considerada a melhor das três e pedimos por favor que não nos venham com a velho história: -Cuidado ! Você está comprando um brasileiro a dois estrangeiros; e pior, você está dizendo que o brasileiro é melhor que Shaw... Já pensou Shaw ? Autor de fama mundial ?... Sim, já pensamos. Pensamos até demais, por isso mesmo estamos dando a Graça Melo o seu lugar devido: Acima de Shaw. Entre a "anedota espichada" de "A ETERNA ANEDOTA", com a sua preparação sem sabor e a graça natural, a invenção prodigiosa de "O CASMURRO", fico-me com o brasileiro. Agrada-nos, sim, decerto, o humor britânico; mas a peça de Shaw nem sequer pode comparar-se em riqueza e malícia `de Graça Melo. Já dissemos certa vez, nesta coluna, que não nos interessa os "antecedentes" artísticos de quem quer que seja e sim apenas os "conseqüentes". A direção de Graça Melo, vigorosa, exata, minuciosa, soube tirar o máximo partido da comicidade de dois intérpretes de valor do TAP: Janice e Reinaldo de Oliveira. Não há palavras que possam descrever a atuação magnífica dos dois. Janice, no seu primeiro papel cômico, deu-nos toda uma aula de interpretação no gênero. Está perfeita no tipo que vivem desde a ponta dos cabelos molhados até os pés. Reinaldo, já o conhecíamos em alguns trabalhos de natureza engraçada, porém, jamais - cremos - deu tanto de si. (...) Os demais interpretes todos muito bons."
Medeiros Cavalcanti,
no Jornal do Commercio de 15 outubro de 1957.

"A Direção muito discreta e justa, de Valdemar de Oliveira, criando movimentos precisos onde nada é inútil. Aliais, uma característica do Diretor da peça: ele produz sempre trabalhos brilhantes, mas sem desperdiçar nada ou insistir em marcas felizes, como aquela da rápida briga entre os dois cavalheiros. Deixa sempre algo ara que o espectador inteligente conclua por ele. O que, no caso, se ajustou admiravelmente ao espírito da peça."
Medeiros Cavalcanti

Direção: Graça Melo
Estréia:
10 de Outubro de 1957
Local: Teatro de Santa Isabel

Reinaldo, Brito e Janice
O Casmurro
De: Graça Melo