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ELENCO:


Fernando de Oliveira Papai
Dulcinéa de Oliveira Mamãe
Adhelmar de Oliveira Sobrinho Mário
Iêda Costa Bezerra de Melo Maria
Cristiana de Oliveira Mimi
Márcia Montenegro Aeromoça
Reinaldo de Oliveira Português, Boi, Marinheiro e o Sertanejo
Fátima Marinho França, Girl, Jovem, Baiana
Hugo Lacerda Sertanejo e Zé Carioca
José Roberto Monteiro
Pato Donald e Rapaz
Fernando de Oliveira Filho Pato Donald e rapaz (Substituto)
Valdemar de Oliveira Neto Marinheiro e rapaz
Marcos Gallo Marinheiro e Seresteiro
Wilson Marinheiro e rapaz
Lelo Marinheiro e rapaz
Solange Carmem Spencer de Almeida Holanda Girl e Jovem
Ceres de Lemos Girl e jovem
Rosângela Girl e jovem
Luiz Gonzaga Mickey Mause e Moreno
Marcelo Malta Pluto, Negro e Moreno
Enéas Álvares Dumbo
Luiz Carlos Nunes Machado Brasil
Rogério Costa Colono
Eneida Costa Colono
Manoel Rapaz
Vicentina Freitas do Amaral Negra
Ângela Cristina Spencer de Almeida Holanda Índia
Tarcísio Regueira Costa Xavier Carioca e rapaz

Participações Especiais:
Curso de Dança Clássica Flávia Barros: ( Dança Espanhola - Cã-cã e Frevo)
Curso de Dança Mônica Japiassú: ( Dança POP, com coreografia de Tony )
Colégio Pio XII: ( Bailarino Português e Rancheira )

FICHÁ TÉCNICA
Contra regra: Clemilda Ebla
Maquinista: Aluísio Santana, Wilson Barros
Caracterização: Nita Campos Lima
Luz: Antônio Gomes
Projeções: Fernando de Oliveira
Orquestra: Nelson Ferreira

"Mandei certo domingo, meus filhos, a uma matinée cinematográfica, no Moderno, do Recife. No dia seguinte, um deles empunhava uma faca para o outro e andaram em correrias desabaladas, dando tiros...de bocas, pelo quintal. Um era "Sheriff", outro o bandido... Nesse dia, decidi-me a empreender espetáculos para crianças, no Recife."
VALDEMAR DE OLIVEIRA

Assim começou, por incrível que pareça, a história do Teatro Infantil de Pernambuco. Corria o ano de 1938. Deve ter pensado, na época, num teatro feito por criança para criança, pois assim ele norteou todos os seus infantis. Valdemar sabia transformar todos os seus sonhos em realidade. Aliava a sua atividade de Professor, médico, jornalista, músico, escritor a de um amante fiel ao bom teatro e a boa música. Amadoristicamente conseguia tempo para tudo. Vinha, nos anos anteriores, com 7 operetas, que percorreram todo Brasil nas vozes dos maiores líricos da época. Era chegada a hora dos musicais infantis. Sentindo a necessidade de ligar os jovem ao Teatro, criou um núcleo que facilmente seriam, como foram, inoculados pelo "vírus" do Teatro. Sua primeira experiência com os meninos e meninas de nossa sociedade foi à representação da opereta infantil "A princesa Rosalinda", que superlotou o Teatro de Santa Isabel em todas as suas representações. Tão extraordinário foi o sucesso que no ano seguinte levou à cena "Terra Adorada", história onde um pai, mostra, aos filhos, cartões postais de suas viagem pelo exterior, deixando-os transtornados a ponto de sonharem em viajar pelo "Zepelin" visitando os lugares que o pai mostrou nos cartões. Veio depois "Em marcha Brasil", no ano de 1940, em plena segunda guerra mundial. O sucesso foi algo nunca visto no Recife. "Valdemar de Oliveira está de parabéns. Só ele, com aquela sensibilidade e aquela riqueza de ideação, poderia fazer obra igual. Só ele com aquela brandura e aquelas virtudes de eleição, seria capaz de escolher 21 crianças, para viver, como viveram, o seu papel com tanta disciplina e tanto espírito. Não sei de acontecimento mais original, nem mais edificante, nos anais do teatro brasileiro" Interventor Agamenonn Magalhães.
Em 1941 o sonho maior de Valdemar de Oliveira se realizou com a criação do Teatro de Amadores de Pernambuco. A semente do teatro infantil germinou e seus frutos ainda hoje são colhidos. Em 1974 volta à cena "TERRA ADORADA", recheado dos filhos e netos de Valdemar de Oliveira. Dos cartões postais aos "slides" é um pulo e do "Zepellin" ao jato um salto. E o sonho volta a encantar a criançada que é levada a conhecer e sentir a riqueza cultural da Europa, o progresso dos Estados Unidos e as belezas naturais do Brasil, que por sua extensão oferece uma grande variedade de paisagens, indo da simplicidade das praias nordestinas, ao arrojo arquitetônico de Brasília, fruto do gênio criador do povo brasileiro. Em tudo a música dominando a meninada do início ao fim do espetáculo.

CRÍTICAS E COMENTÁRIOS

"Em terra adorada de Valdemar de Oliveira, as crianças têm teatro, cultura, música, jogos de imaginação, patriotismo sem patriotada e alegria, com muita participação. Para os adultos, sempre há a graça de Reinaldo, dono de uma expressão corporal perfeita, enquanto que Adhelmar de Oliveira Sobrinho, Iedinha e Tiana trabalham com gente grande, interpretando com graça e segurança seus papeis infantis. Se as crianças ganhassem mais presentes como este, a cultura artística juvenil seria inigualável no Nordeste."
Lea Pabst Craveiro


Valdemar de Oliveira assim classifica a sua peça: "Tem uma feição de revista, chegando a ser , se Diretor e Produtor quiserem, um espetáculo. Foge a uma história de bichos e fantasias para se tornar algo mais real, no campo do divertimento e da educação camuflada. A pílula é dourada:o público infantil não deve sentir que está aprendendo. Nem o público adulto, que o acompanha ou simplesmente vai ao Teatro atraído por alguma informação favorável. Na aparência, pois, é uma peça que diverte, pelas perspectivas que abre à música, à dança, à comicidade, até a "féerie".
Em outro artigo referindo-se a atitude do Secretário de Educação Coronel Costa Cavalcanti que adquiriu duas lotações, para os professores e escolares imagina "o que seria esse espetáculo oferecido às milhares de crianças do Recife com os concertos e atrações outras que o Ministério da Educação e Cultura tem espalhado pelo Brasil inteiro, à custa de milhões de cruzeiros mal empregados, tão desorganizada a execução do chamado Plano de Ação Cultural e tão pífias têm sido algumas das apresentações artísticas, pelo menos no Recife, que todos conhecemos. A presença dos órfãos da Vicente de Paula da Estância, numa das veperais do TAP, demonstrou a profunda receptividade dos espetáculo que está desafiando a iniciativa de diretores de colégios, de institutos, de escolas para atingir de modo verdadeiramente singular, a sensibilidade da meninada do Recife. Não estou puxando brasa para a sardinha do Teatro de Amadores de Pernambuco. Estou proclamando uma verdade incontestável."

Se você se interessa por teatro infantil veja, no seçâo "SUA HISTORIA" um breve levantamento do que foi o Teatro Infantil de Pernambuco antes do Teatro de Amadores de Pernambuco. Passe também uma olhadela no que foi o "TERRA @DORADA" edição 1999/2000. Vai gostar.

Músicas: Valdemar de Oliveira
Direção: Valdemar de Oliveira
Direção musical: Maestro Nelson Ferreira
Coordenação Geral: Diná de Oliveira
Estréia: 29 de agosto de 1974
Teatro: Nosso Teatro


Terra Adorada
De: Valdemar de Oliveira