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Alejandro Casona, poeta Espanhol, na época radicado na Argentina volta a ser encenado pelo Teatro de Amadores de Pernambuco, com tradução de Valdemar de Oliveira, tendo como Diretor Walter de Oliveira. Grande expectativa de público o que de fato aconteceu e foi registrado pelo próprio Professor Valdemar de Oliveira em artigo no Jornal do Commercio: "...enche-se seguidamente o 'Nosso Teatro' para aplaudir o espetáculo "Três farsas" retiradas ao Retábulo Jovial, de Casona. Ontem, quase se esgota a lotação. Hoje o movimento vai no mesmo pé. São três peças de extraordinário viço teatral, são mais de trinta interpretes (embora não apareçam valores da "velha guarda' como Alderico, Otávio, Geninha, Vicentina, Norma), são três Diretores diferentes, são centenas de estudantes que pagam, na bilheteria preço de cinema - e um entusiasmo da platéia realmente impressionante, reagindo amplamente da graça esfuziante dos episódios que Casona recolheu da velha literatura de cordel da Espanha."
Sancho Pança na Ilha "é arrancada às páginas do Don Quixote, de Cervantes, trazendo-nos , vivo, o seu fiel escudeiro, Sancho Pança, 'cujas sentenças - escreve Antônio Machado - além da malícia e da graça, tem o sentido natural de justiça inseparável da consciência popular'. Ao claro bom senso de Sancho acode a grande verdade de que o Poder nem sempre vale as amarguras que faz sofrer. Impõe limitações de toda a ordem, uma ao sagrado direito à liberdade de ação, outra rasteiramente ao de comer e beber melhor.", procura Valdemar de Oliveira transmitir ao público a idéia do autor quanto ao entrecho da peça.


ELENCO:


Enéas Alvares Sancho Pança
Rogério Costa Mordomo
Romildo Halliday Doutor
Luiz Carlos Nunes Machado Cronista
Lelo Alfaiate
Rubens Reis Filho Lavrador
Adhelmar de Oliveira Sobrinho Estudante
Vanda Phaelante Mulher
Renata Phaelante Criador de Gado

Tradução: Valdemar de Oliveira
Direção: Walter de Oliveira
Estréia: 24 de Maio de 1975
Local: Nosso Teatro

Sancho Pança na Ilha
De: Alejandro Casona