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O TAP realiza um espetáculo que envolveu três peças de um ato de Casona, "aparentemente leve, mas, na verdade, impregnado de forte essência humana. A velha máxima - ridendo castigat mores poreja das três farsas em que o picaresco se alia ao filosófico pra nos fazer, ao mesmo tempo, rir e pensar." Nessa peça em um ato Casona nos trás um história que "é de tradição anônima e, provavelmente, milenária. De origem oriental, tornou-se conto popular italiano, passando à versão espanhola no "El Patrañuelo", de Juan de Timoneda, onde se lêem dois dos pleitos resolvidos, tão simplistamente, pelo Corregedor guloso. Alejandro Casona se sentiu atraído por esses e outros temas populares depois de descobrir que muitas das estórias que ele tanto ouviu, entre labregos, nas Astúrias, não eram mais do que "deformações regionais de obras primas da literatura", achando-se nos Canterbury Tales, nas páginas pitorescas de Cervantes, nas obras pícaras de Boccacio, todas de evidente filiação folclórica.
As três peças foram pela primeira vez encenadas no Brasil, razão pela qual o Teatro de Amadores de Pernambuco se sentiu altamente orgulhoso, vaidoso e feliz por ter levado ao seu público originais inéditos, na forma desses originais que representam a alma da velha Espanha transparecendo de suas risonhas tradições.


ELENCO:


Reinaldo de Oliveira Corregedor
Roberto Correia Escrivão
Leo de Boneville Estalajadeiro
Luiz Carlos Nunes Machado Caçador
Renato Phaelante Peregrino
Rogério Costa Alfaiate
Ricardo Vanthuier Lenhador
Fernando Fonseca Guarda
Valdemar de Oliveira Neto Guarda
Marcelo Copeiro
Robinson Copeiro
Cilândio Copeiro
Fernando de Oliveira Filho Copeiro
Valdemar de Oliveira Neto Guarda
Fernando de Oliveia Guarda



Tradução: Valdemar de Oliveira
Direção: Clênio Wanderley
Estréia: 24 de Maio de 1975
Local: Nosso Teatro
Farsa e Justiça do Corregedor
De: Alejandro Casona